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Case blog: Dr. Adhemar Jr.

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Texto na íntegra abaixo (sem linkagem externa) caso o link acima esteja corrompido.
Obs: Este texto possui caráter meramente informativo, as informações nele contidas não são suficientes para diagnóstico e/ou tratamento. Para mais informações busque profissional da saúde devidamente habilitado.

Cirurgia plástica do exagero: o limite entre a estética e o demasiado.   

Conheça as principais informações sobre as polêmicas das "cirurgias excessivas"  

Nos últimos anos, os números de cirurgias plásticas no Brasil têm aumentado significativamente.  Segundo dados da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica e Estética (ISAPS), nosso país atingiu a marca de 11 milhões de procedimentos realizados anualmente, ficando à frente de potências nesse assunto como Japão e México.  

 

Esse "interesse nacional" por mudanças no corpo e no rosto, muitas vezes parte de desejos saudáveis e proporciona resultados naturais. No entanto, esse mercado que movimenta mais de 4 bilhões de reais ao ano, está também repleto de casos  nos quais pessoas fazem um número excessivo de cirurgias quebrando a naturalidade dos resultados.

 

Nesse artigo abordo os principais casos, argumentos e informações desses procedimentos exagerados, e como a busca por resultados naturais se difere desse cenário. Confira!      

O que pode influenciar na realização desses procedimentos 

Grande parte desses resultados excessivos, partem de um panorama de condutas ruins para a cirurgia plástica que é formada por diversos fatores. Podemos citar, por exemplo:  

 

  • O despreparo do "profissional": existem pessoas que atuam de forma ilegal sem a fiscalização ou aprovação do Conselho Regional de Medicina (CRM) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBPC).

 

Além de arriscarem a autoconfiança das pessoas, eles também são grandes responsáveis pelas maiorias dos casos noticiados de má prática, acidentes ou morte durante os procedimentos;  

 

  • Espaços de atendimento preparados de forma indevida: "clínicas" que não obedecem ou são aprovadas pelas Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), trazem grandes chances de infecções e complicações durante os procedimentos, que podem por fim, distorcer a imagem dos seus pacientes ou danificarem à sua saúde;  

 

  • O "código de conduta" dos cirurgiões: se as motivações e expectativas dos pacientes não partem de um lugar saudável, cabe ao profissional responsável, demonstrar os benefícios à saúde e beleza de se valorizar os resultados naturais.

 

Infelizmente, existem cirurgiões que prezam mais por "conseguir um paciente", e não fazem o que é melhor para essas pessoas no longo prazo (mesmo que signifique contrariá-las no presente).

 

Por essa e outras razões, é comum que bons profissionais encaminhem seus pacientes para psicólogos, antes de realizar qualquer intervenção.   

 

Mas, parte desse cenário também pode ser construído por ações do próprio paciente, que são muitas vezes motivadas por um desconforto exagerado com a própria estética, resultando em:

 

  

  • Expectativas irreais por resultados: a progressão dos sinais de envelhecimento, por exemplo, pode gerar uma sensação de pânico em algumas pessoas. Influenciadas por esses sentimentos, alguns pacientes buscam "reverter o tempo" de maneira forçada, ao invés de procurar o mais saudável "estar bem para a própria idade".  

 

 

  • Percepções distorcidas da autoimagem: o Transtorno Dismórfico Corporal (TDC), por exemplo, é um quadro psicológico marcado por uma preocupação não saudável sobre pequenos defeitos estéticos. 

 

A imaginação dessa pessoa se descontrola e ela acredita que todos à sua volta percebem essa imperfeição com a mesma severidade que ela. Por isso, recorre a cirurgias plásticas de forma excessiva em detrimento da sua saúde física, psicológica ou financeira. 

 

  • A pressão da sociedade: Também conhecida como "Ditadura da beleza", esse é um fenômeno social que pode ser derivado de pessoas próximas ou distantes (como a mídia ou digitais influencers), e tende a nos pressionar para não convivermos bem com nossa própria beleza, sempre desejando aquele ideal inalcançável de padrão estético.  

 

Se quiser conhecer como esses pontos podem se traduzir em nossa realidade, confira o próximo tópico.  

Os casos de cirurgias plásticas exageradas  

Vale apontar, antes de tudo, que não estou criticando, fazendo "chacota" ou expressando nenhuma opinião particular sobre esses eventos ou pessoas. Somente pretendo exemplificar a você, alguns casos de celebridades que foram retratados na mídia por buscarem excessivas intervenções estéticas.  

 

Então, além dos casos noticiados de morte ou danos à saúde, alguns exemplos desse exagero são:  

 

  • Rodrigo Alves: tem 36 anos e e é conhecido como "Ken Humano". Ele diz já ter gastado mais de 3 milhões de reais em 72 procedimentos estéticos diferentes que o transformaram muito. Recentemente, em entrevista para o Daily Mail, ele afirmou estar preocupado em "perder" o nariz devido a cirurgias passadas.   

 

  • Jocelyn Wildenstein: iniciou seus procedimentos após os 60 anos de idade, após separação com o marido que a traiu com uma mulher mais jovem. Diz já ter gastado mais de 10 milhões de reais em diferentes intervenções.

  • Kim Novak: atriz dos anos 50, foi musa inspiradora de muitos filmes do aclamado diretor Alfred Hitchcok. Não se sabe ao certo quais cirurgias ela realizou, mas é provável que suas sobrancelhas, lábios e bochechas tenham recebido diversos procedimentos.  

Mas o que você pode fazer para garantir um resultado mais natural? 

São muitos os benefícios para a saúde e beleza quando se respeita as suas limitações e características únicas. Se você também deseja ser assim, eu diria que existem dois pontos principais para conseguir isso: 

 

1. Estar aberto a uma reflexão pessoal: pense sobre a sua concepção de autoimagem e da origem dos seus desejos de mudança. Não tem nada errado em querer se sentir melhor e mais confiante, desde que isso venha de uma fonte saudável. Esteja preparada para alinhar suas expectativas com resultados mais realistas.  

 

2.Encontre um cirurgião de confiança: grande parte desse processo também compete ao seu "aliado na estética". Para saber como escolher um bom profissional, confira as dicas que preparei clicando aqui.

 

E se tiver dúvidas sobre esse ou outro tópico, entre em contato! Será um prazer te atender!    

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